Clínica geralGuia completo

Cansaço constante: principais causas, exames e quando procurar um médico

Por Dra. Raquel Monteiro · CRM-SP 278071 · · 9 min de leitura

Cansaço constante pode ter relação com sono, anemia, tireoide, diabetes e outras condições. Entenda as causas e quando procurar um médico.

Sentir cansaço depois de um dia intenso, dormir pouco ou passar por um período de maior estresse é comum. No entanto, quando a falta de energia é persistente, interfere nas atividades diárias ou aparece acompanhada de outros sintomas, pode ser necessário investigar sua causa.

O cansaço constante pode estar relacionado a hábitos de vida, alterações do sono, anemia, doenças da tireoide, diabetes, infecções, uso de medicamentos, condições cardíacas, problemas emocionais e outras situações.

A avaliação não deve ser baseada apenas em uma lista extensa de exames. A história clínica, os sintomas associados, o exame físico e os fatores de risco ajudam o médico a definir quais investigações são realmente necessárias.

Atenção: este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação médica individualizada.

O que é cansaço constante?

Cansaço constante é a percepção persistente de falta de energia física ou mental. A pessoa pode sentir dificuldade para iniciar ou manter atividades, queda de produtividade, menor concentração ou necessidade frequente de descanso.

Na medicina, o termo fadiga costuma ser utilizado para descrever essa sensação de exaustão ou redução da capacidade habitual. Ela pode ser classificada, de maneira simplificada, como:

• Fadiga fisiológica: relacionada a sono insuficiente, excesso de atividades, alimentação inadequada ou recuperação insuficiente.

• Fadiga secundária: provocada por uma doença, medicamento ou condição identificável.

• Fadiga persistente ou crônica: quando dura por período prolongado e exige uma investigação mais ampla.

A fadiga fisiológica costuma melhorar com sono adequado, alimentação equilibrada e reorganização da rotina. Já a fadiga secundária tende a melhorar quando sua causa é identificada e tratada.

Cansaço, sono, fraqueza e falta de ar são a mesma coisa?

Não. Embora essas sensações possam ocorrer juntas, elas possuem significados diferentes:

Cansaço ou fadiga

É a sensação de pouca energia ou dificuldade para sustentar atividades físicas ou mentais.

Sonolência

É a tendência de adormecer. Pode ocorrer por privação de sono, apneia do sono, medicamentos e outros distúrbios.

Fraqueza muscular

É a perda real de força. A pessoa pode ter dificuldade para levantar objetos, subir escadas, levantar-se de uma cadeira ou movimentar determinado membro.

Falta de ar

É a sensação de dificuldade para respirar. Pode acompanhar doenças pulmonares, cardíacas, anemia, ansiedade e outras condições.

Essa diferenciação é importante porque direciona a avaliação médica e os exames que poderão ser considerados.

Quais são as principais causas de cansaço constante?

Existem muitas causas possíveis. Frequentemente, mais de um fator contribui para o sintoma.

1. Sono insuficiente ou de baixa qualidade

Dormir poucas horas é uma das causas mais comuns de cansaço. Entretanto, mesmo quem permanece bastante tempo na cama pode não ter um sono restaurador.

Alguns fatores que prejudicam o sono incluem:

• horários irregulares;

• despertares frequentes;

• uso de telas próximo ao horário de dormir;

• trabalho noturno;

• ansiedade;

• consumo excessivo de cafeína;

• dor crônica;

• roncos e pausas respiratórias;

• síndrome das pernas inquietas;

• uso de alguns medicamentos.

Quando existe ronco alto, engasgos durante a noite, pausas respiratórias percebidas por outra pessoa, cefaleia matinal ou sonolência durante o dia, deve-se considerar a possibilidade de apneia obstrutiva do sono.

A quantidade e a qualidade do sono estão entre os primeiros aspectos que devem ser avaliados em pessoas com fadiga.

Leia também: Cansaço e sono excessivo: principais causas.

2. Sobrecarga física e mental

Rotinas extensas, múltiplas jornadas, cuidados familiares, estudos, conflitos emocionais e falta de períodos de recuperação podem causar exaustão.

Nesses casos, o cansaço pode aparecer com:

• irritabilidade;

• dificuldade de concentração;

• redução da memória;

• dores musculares;

• alterações do sono;

• sensação de estar sempre sobrecarregado;

• queda do desempenho profissional ou acadêmico.

A presença de estresse não significa que o sintoma deva ser automaticamente atribuído a uma causa emocional. É necessário avaliar o contexto clínico e verificar se existem sinais de doença física associados.

3. Anemia

A anemia ocorre quando há redução da hemoglobina ou da capacidade do sangue de transportar oxigênio adequadamente.

Além do cansaço, podem ocorrer:

• palidez;

• falta de ar aos esforços;

• palpitações;

• tontura;

• dor de cabeça;

• redução da tolerância ao exercício.

Uma das causas mais frequentes é a deficiência de ferro. Ela pode estar relacionada a menstruação intensa, sangramento gastrointestinal, gestação, alimentação insuficiente ou dificuldade de absorção.

É possível também apresentar deficiência de ferro sem anemia, especialmente nas fases iniciais. Nessa situação, o hemograma pode ainda estar normal, enquanto a ferritina e outros marcadores do metabolismo do ferro podem estar alterados.

Leia também: Ferritina baixa causa cansaço? Sintomas, exames e tratamento.

4. Alterações da tireoide

O hipotireoidismo ocorre quando a glândula tireoide produz quantidades insuficientes de hormônios.

Possíveis manifestações incluem:

• cansaço;

• sonolência;

• intolerância ao frio;

• pele ressecada;

• intestino preso;

• queda de cabelo;

• alterações menstruais;

• lentificação;

• aumento de peso, embora nem sempre esteja presente.

O diagnóstico não deve ser feito apenas pelos sintomas, pois eles também aparecem em muitas outras condições. Geralmente, a avaliação inicial envolve a dosagem de TSH e, conforme o resultado e o contexto clínico, de T4 livre.

Leia também: Cansaço constante e hipotireoidismo.

5. Deficiência de vitamina B12 ou folato

A vitamina B12 e o folato participam da formação das células sanguíneas e do funcionamento do sistema nervoso.

A deficiência de vitamina B12 pode provocar:

• fadiga;

• anemia;

• formigamento;

• alteração da sensibilidade;

• dificuldade de equilíbrio;

• problemas de memória ou concentração;

• inflamação da língua.

Pessoas com dieta vegetariana ou vegana sem suplementação adequada, cirurgia bariátrica, doenças intestinais ou uso prolongado de alguns medicamentos podem apresentar maior risco.

Os exames devem ser solicitados conforme a história clínica. A dosagem indiscriminada de vitaminas, sem avaliação dos fatores de risco, nem sempre contribui para o diagnóstico.

Leia também: Deficiência de vitamina B12 causa cansaço?.

6. Diabetes e alterações da glicose

O diabetes pode causar cansaço, especialmente quando a glicose permanece elevada.

Outros sintomas possíveis são:

• sede excessiva;

• aumento da quantidade de urina;

• visão embaçada;

• perda de peso não intencional;

• fome aumentada;

• infecções recorrentes;

• cicatrização mais lenta.

Entretanto, muitas pessoas com diabetes tipo 2 não apresentam sintomas no início. Por isso, o rastreamento é definido principalmente pela idade, peso, histórico familiar, gestação prévia, presença de síndrome dos ovários policísticos e outros fatores de risco.

A investigação pode incluir glicemia de jejum, hemoglobina glicada ou outros testes, conforme a indicação médica.

Leia também: Cansaço pode ser diabetes?.

7. Ansiedade, depressão e esgotamento emocional

A saúde mental pode influenciar intensamente a disposição, o sono, a concentração e a percepção corporal.

A depressão nem sempre se manifesta apenas como tristeza. Algumas pessoas apresentam principalmente:

• cansaço persistente;

• redução da motivação;

• perda de interesse;

• alterações do sono;

• dificuldade de concentração;

• mudança de apetite;

• isolamento social;

• sensação de lentidão.

A ansiedade também pode causar fadiga por manter o organismo em estado prolongado de tensão, prejudicar o sono e aumentar a sobrecarga mental.

A investigação deve considerar tanto causas físicas quanto emocionais. Uma possibilidade não exclui a outra.

Leia também: Ansiedade causa cansaço físico?.

8. Infecções recentes ou persistentes

Algumas infecções podem provocar cansaço durante a fase aguda ou por semanas depois da melhora dos demais sintomas.

Entre as possibilidades estão:

• infecções respiratórias virais;

• mononucleose;

• hepatites;

• HIV;

• tuberculose;

• infecções urinárias;

• outras infecções sistêmicas.

Os exames devem ser guiados pelos sintomas, exposições, viagens, condições de saúde e fatores de risco. Não há indicação de pesquisar todas as infecções em todas as pessoas com cansaço.

9. Medicamentos e substâncias

Diversos medicamentos podem causar sonolência, redução da atenção ou cansaço, por exemplo:

• alguns antialérgicos;

• sedativos;

• medicamentos para ansiedade;

• determinados antidepressivos;

• anticonvulsivantes;

• relaxantes musculares;

• alguns anti-hipertensivos;

• opioides.

Nunca interrompa um medicamento prescrito por conta própria. O médico poderá avaliar a relação temporal entre o início do tratamento, a dose utilizada e o aparecimento dos sintomas.

O uso de álcool e outras substâncias também pode piorar o sono e contribuir para a fadiga.

10. Doenças cardíacas ou pulmonares

Quando o coração ou os pulmões não conseguem atender adequadamente à demanda do organismo, o cansaço pode aparecer principalmente durante esforços.

Sinais associados incluem:

• falta de ar;

• dor ou pressão no peito;

• palpitação;

• inchaço nas pernas;

• piora ao deitar;

• tosse persistente;

• redução progressiva da capacidade para caminhar ou subir escadas.

Esses sintomas exigem avaliação médica, especialmente quando são novos ou estão piorando.

Leia também: Cansaço e falta de ar: quando se preocupar?.

11. Doenças renais, hepáticas e inflamatórias

Alterações nos rins, fígado e doenças inflamatórias ou autoimunes também podem provocar fadiga.

Podem existir outros sinais, como:

• inchaço;

• alteração da urina;

• coceira;

• pele ou olhos amarelados;

• dores articulares;

• febre;

• manchas na pele;

• rigidez matinal;

• perda de peso;

• redução do apetite.

A presença desses achados orienta uma investigação direcionada.

12. Descondicionamento físico

Pessoas que passam longos períodos sedentárias podem sentir cansaço desproporcional ao realizar atividades simples.

O descondicionamento pode gerar um ciclo:

• A pessoa sente cansaço.

• Reduz ainda mais suas atividades.

• Perde condicionamento cardiovascular e muscular.

• Passa a se cansar com esforços progressivamente menores.

A atividade física regular pode ajudar, mas o início deve respeitar a condição clínica, especialmente quando o cansaço é recente, intenso ou acompanhado de sinais de alerta.

13. Síndrome de fadiga crônica

A encefalomielite miálgica, também conhecida como síndrome de fadiga crônica, é uma condição complexa e potencialmente incapacitante.

Não se trata apenas de “estar sempre cansado”. Uma característica importante é a piora dos sintomas depois de esforços físicos, cognitivos ou emocionais, conhecida como mal-estar pós-esforço.

Também podem ocorrer:

• sono não reparador;

• dificuldade de concentração;

• intolerância ao permanecer em pé;

• dores;

• redução importante da capacidade funcional.

Não existe um exame isolado que confirme o diagnóstico. É necessária avaliação clínica e exclusão de outras condições que possam explicar os sintomas. As recomendações atuais orientam cautela com programas rígidos de aumento progressivo de exercício, pois eles podem piorar o mal-estar pós-esforço em algumas pessoas.

Cansaço constante pode ser câncer?

O câncer pode provocar fadiga, mas o cansaço isolado possui muitas causas mais comuns.

Um estudo realizado com pacientes atendidos na atenção primária mostrou que, na maioria dos grupos avaliados, o risco de câncer após o aparecimento isolado de fadiga permaneceu relativamente baixo. O risco aumenta quando existem outros sinais associados, características pessoais de risco ou alterações em exames.

Sinais que merecem investigação incluem:

• perda de peso sem explicação;

• perda persistente de apetite;

• febre prolongada;

• suor noturno intenso;

• sangramentos;

• nódulos;

• alteração persistente do hábito intestinal;

• anemia sem causa definida;

• dor progressiva;

• piora contínua do estado geral.

Isso não significa necessariamente câncer, mas indica a necessidade de avaliação.

Leia também: Cansaço pode ser câncer? Conheça os sinais de alerta.

Quando o cansaço precisa ser investigado?

Procure uma consulta quando o cansaço:

• persiste por algumas semanas;

• está piorando;

• interfere no trabalho, estudo ou atividades habituais;

• não melhora após descanso adequado;

• começou sem explicação aparente;

• ocorre com alterações de peso, febre ou dor;

• vem acompanhado de falta de ar, palpitação ou tontura;

• aparece junto com sintomas neurológicos;

• começou após a introdução de um medicamento;

• provoca sono involuntário em situações perigosas.

Não existe uma duração única que determine quando toda pessoa deve realizar exames. A intensidade, a evolução e os sintomas associados são tão importantes quanto o tempo de duração.

Quando procurar atendimento imediatamente?

Procure um serviço de urgência ou acione o SAMU pelo número 192 diante de:

• dor ou pressão no peito;

• falta de ar intensa ou súbita;

• desmaio;

• confusão mental;

• dificuldade repentina para falar;

• fraqueza ou dormência em um lado do corpo;

• perda importante de sangue;

• fezes negras ou vômito com sangue;

• palpitação persistente com tontura ou mal-estar;

• febre alta acompanhada de piora importante do estado geral;

• incapacidade de permanecer acordado;

• sintomas graves ou de início súbito.

Esses sinais não devem ser atribuídos apenas ao cansaço ou à ansiedade sem avaliação adequada.

Quais perguntas o médico poderá fazer?

A avaliação pode incluir perguntas sobre:

• quando o cansaço começou;

• se ele é contínuo ou varia ao longo do dia;

• quantidade e qualidade do sono;

• presença de ronco ou pausas respiratórias;

• alimentação;

• atividade física;

• menstruação e possíveis sangramentos;

• perda ou ganho de peso;

• febre;

• dor;

• alterações intestinais ou urinárias;

• medicamentos e suplementos;

• consumo de álcool;

• saúde emocional;

• rotina de trabalho;

• infecções recentes;

• doenças anteriores;

• histórico familiar.

Diretrizes de atenção primária recomendam avaliar início, duração, intensidade, padrão, fatores desencadeantes e impacto funcional da fadiga antes de definir a investigação.

Quais exames podem ser solicitados para investigar cansaço?

Não existe um “check-up do cansaço” igual para todas as pessoas.

Dependendo da avaliação, poderão ser considerados:

• hemograma;

• ferritina e estudos do ferro;

• glicemia ou hemoglobina glicada;

• TSH e T4 livre;

• função renal;

• eletrólitos;

• função hepática;

• proteína C reativa ou velocidade de hemossedimentação;

• vitamina B12 e folato;

• exame de urina;

• teste de gravidez, quando aplicável;

• sorologias ou testes para infecções específicas;

• investigação para doença celíaca;

• eletrocardiograma;

• exames do sono;

• exames de imagem, quando houver indicação.

Exames extensos realizados sem uma hipótese clínica podem encontrar pequenas alterações que não explicam o sintoma, gerar ansiedade e levar a investigações desnecessárias. Por isso, a seleção deve ser individualizada.

Revisões sobre a abordagem da fadiga recomendam que a anamnese e o exame físico direcionem os testes, em vez da solicitação automática de grandes painéis laboratoriais.

Leia também: Quais exames fazer para investigar cansaço?.

Ferritina, vitamina D e vitamina B12 devem ser solicitadas para todos?

Não necessariamente.

Ferritina

Pode ser especialmente útil quando há:

• menstruação intensa;

• alimentação com pouco ferro;

• gestação;

• doação frequente de sangue;

• sangramento gastrointestinal;

• anemia ou alterações no hemograma;

• queda de cabelo associada a outros fatores clínicos.

Vitamina B12

Pode ser considerada diante de:

• dieta vegetariana ou vegana;

• cirurgia bariátrica;

• doença intestinal;

• anemia macrocítica;

• formigamento;

• perda de sensibilidade;

• alterações neurológicas;

• uso prolongado de determinados medicamentos.

Vitamina D

Valores baixos são comuns, mas nem sempre explicam sozinhos um quadro de fadiga. A indicação de dosagem depende dos fatores de risco e do contexto clínico.

A reposição sem deficiência comprovada não garante melhora do cansaço e pode causar efeitos indesejados quando utilizada em doses excessivas.

Como tratar o cansaço constante?

O tratamento depende da causa.

Alguns exemplos:

• Sono insuficiente: reorganização de horários e hábitos de sono.

• Apneia do sono: avaliação especializada e tratamento direcionado.

• Deficiência de ferro: identificação da origem da deficiência e reposição quando indicada.

• Hipotireoidismo: reposição hormonal nos casos confirmados.

• Diabetes: alimentação, atividade física e medicamentos conforme a situação.

• Depressão ou ansiedade: psicoterapia, intervenções sobre rotina e, quando indicado, medicamentos.

• Efeito medicamentoso: ajuste supervisionado da dose ou substituição do medicamento.

• Doença cardíaca ou pulmonar: tratamento específico da condição.

• Descondicionamento: retomada gradual e segura das atividades.

• Síndrome de fadiga crônica: manejo individualizado, respeitando os limites e a possibilidade de piora pós-esforço.

Não há um único suplemento, vitamina ou medicamento que trate todas as formas de cansaço.

O que pode ajudar enquanto aguardo a consulta?

Algumas medidas seguras podem contribuir:

• manter horários relativamente regulares para dormir e acordar;

• observar se o sono é reparador;

• evitar excesso de cafeína no final do dia;

• manter hidratação adequada;

• fazer refeições regulares;

• evitar automedicação com vitaminas ou estimulantes;

• registrar quando o cansaço aparece e quais sintomas o acompanham;

• listar todos os medicamentos e suplementos utilizados;

• reduzir atividades potencialmente perigosas caso exista sonolência;

• não dirigir quando houver dificuldade para permanecer acordado.

A atividade física regular costuma trazer benefícios à saúde, mas um cansaço novo, intenso ou associado a falta de ar, dor no peito, desmaio ou piora após esforço deve ser avaliado antes da intensificação dos exercícios.

Resumo

O cansaço constante é um sintoma comum e pode estar relacionado tanto a hábitos de vida quanto a condições médicas.

Os pontos mais importantes são:

• dormir bastante não significa necessariamente dormir bem;

• anemia é apenas uma das causas possíveis;

• alterações da tireoide e da glicose podem causar fadiga;

• medicamentos e saúde emocional devem ser avaliados;

• nem toda pessoa precisa realizar uma grande lista de exames;

• perda de peso, febre, sangramentos, falta de ar ou piora progressiva exigem atenção;

• dor no peito, desmaio, falta de ar intensa ou sintomas neurológicos súbitos são sinais de urgência.

Uma consulta de clínica geral pode ajudar a organizar os sintomas, identificar fatores de risco e definir uma investigação baseada nas necessidades de cada paciente.

Perguntas frequentes

Referências médicas

  1. National Institute for Health and Care Excellence. Tiredness/fatigue in adults: assessment and management. NICE Clinical Knowledge Summaries.
  2. Latimer KM, Gunther A, Kopec M. Fatigue in Adults: Evaluation and Management. American Family Physician. 2023.
  3. Ho DCH, et al. Approach to fatigue in primary care. Singapore Medical Journal. 2022.
  4. National Institute for Health and Care Excellence. Myalgic encephalomyelitis or chronic fatigue syndrome: diagnosis and management. NICE Guideline NG206.
  5. National Institute for Health and Care Excellence. Suspected cancer: recognition and referral. NICE Guideline NG12.
  6. White B, et al. Risk of cancer following primary care presentation with fatigue. British Journal of General Practice. 2022.

Está sentindo cansaço persistente ou percebeu outros sintomas associados? Uma avaliação médica pode ajudar a identificar possíveis causas e definir uma investigação individualizada.

Autora: Dra. Raquel Monteiro CRM-SP 278071

Médica formada pela Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein. Atuação em clínica geral, medicina preventiva e cuidado integral do adulto — telemedicina em todo o Brasil e atendimento presencial em São Paulo.

Publicado em: | Revisado em:

As informações deste artigo possuem finalidade educativa e não substituem consulta, exame físico ou orientação médica individualizada.

Continue lendo

Ver todos os artigos de saúde