Origem vestibular ou migranosa
Migrânea vestibular, vertigem posicional e alterações do labirinto produzem sintomas parecidos, mas o tratamento de cada uma é distinto — inclusive medidas que funcionam em uma e são inúteis na outra.
Dor de cabeça acompanhada de tontura, vertigem ou desequilíbrio tem várias causas possíveis — e cada uma pede um tratamento diferente. O primeiro passo é caracterizar bem os episódios e separar as possibilidades.
Caracterização dos episódios · investigação com critério · plano de tratamento por escrito

Soa familiar?
A dor de cabeça é tratada num lugar. A tontura, em outro. Você sai com analgésico de um lado, um remédio para labirintite do outro, e ninguém pergunta se os dois sintomas aparecem no mesmo episódio — o que é justamente a informação mais reveladora.
Enquanto isso, a investigação para em “deve ser estresse” ou num exame de imagem normal, que descarta o que é grave mas não explica o que você sente. O quadro segue sem nome e sem plano.
Boa parte desses casos tem explicação identificável: migrânea vestibular, queda de pressão ao levantar, anemia, alteração de tireoide, apneia do sono, uso excessivo de analgésicos ou efeito de medicamentos em uso. Chegar até ela depende de caracterizar os episódios com cuidado.
Dor de cabeça e tontura que aparecem no mesmo episódio
Sensação de girar, instabilidade ou desequilíbrio ao andar
Tontura ao levantar rápido da cama ou da cadeira
Sensibilidade à luz, ao som ou ao movimento durante as crises
Uso frequente de analgésicos, com dor que sempre volta
Náusea, visão embaçada ou zumbido junto com a dor
Como isso pode pesar na vida
Migrânea vestibular, vertigem posicional e alterações do labirinto produzem sintomas parecidos, mas o tratamento de cada uma é distinto — inclusive medidas que funcionam em uma e são inúteis na outra.
Queda de pressão ao levantar, anemia, alterações de tireoide, glicemia instável, desidratação e efeitos de medicamentos são causas frequentes, identificáveis com avaliação clínica e exames dirigidos.
Apneia do sono, privação de sono, excesso de cafeína e uso repetido de analgésicos sustentam o ciclo de dor e tontura, e frequentemente são a peça que ninguém revisou.
Sinais de alerta exigem atendimento imediato: dor súbita e explosiva, perda de força, fala arrastada, alteração visual, febre com rigidez de nuca, confusão ou desmaio. Nesses casos, procure o pronto-socorro ou ligue 192.
Como funciona
Etapa 1
Como começa, quanto dura, o que vem antes, o que alivia, se tontura e dor coincidem, quais medicamentos você usa e com que frequência. É aqui que a maior parte do diagnóstico se define.
Etapa 2
Exames dirigidos às hipóteses levantadas — laboratoriais, medida de pressão em diferentes posições e, quando há indicação clara, imagem ou avaliação vestibular e auditiva.
Etapa 3
Plano de tratamento das crises e, quando indicado, de prevenção, com ajustes de sono, rotina e medicações. A resposta é revisada em retornos programados.
Formada em Medicina pelo Hospital Israelita Albert Einstein, a Dra. Raquel é autora de uma revisão sistemática com meta-análise sobre neuromodulação não farmacológica na migrânea crônica, publicada na Cephalalgia, e de trabalhos sobre saúde cerebral no European Journal of Neurology.
Perguntas frequentes
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Agende uma avaliação para caracterizar seus episódios, separar as causas possíveis e construir um plano de tratamento com acompanhamento.